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22.nov.2017

Lave o seu carro rápido e com perfeição

Categoria: Notícias

Na hora de limpar o carro, por conta própria ou em um lava-rápido, é importante ser criterioso na escolha dos produtos e dos profissionais.

O preço de uma lavagem simples pode variar de R$ 10 a R$ 180. Mas, seja nos lugares baratos (principalmente), seja nos caros, é preciso tomar alguns cuidados.

O advogado Sandro Costa que o diga. “Paguei R$ 15 por uma ducha no posto, daquelas que não enxugam o carro e nem passam aspirador, sabe? Quando o carro secou, os riscos no capô apareceram. Tive de gastar R$ 300 para fazer os reparos na pintura.”

De acordo com Gerson Burin, coordenador técnico do Cesvi (Centro de Experimentação e Segurança Viária), é preciso ser criterioso na hora de escolher um lava-rápido.

“Antes de autorizar a fazer o serviço, pergunte se fornecem nota fiscal (um indicador da seriedade do estabelecimento). Outro ponto importante é observar a higiene do ambiente, os tipos de pano e os produtos que são utilizados.”

Não tem paciência para esperar o carro ser enxugado? Nesse caso, então, é melhor deixar o veículo sujo mesmo. “Em um dia ensolarado, o uso de químicos pode agredir a pintura e também gerar manchas por evaporação, inclusive nos vidros. Por esse motivo, o ideal é secar o automóvel após a lavagem”, explica Burin.

Para quem gosta de lavar o carro por conta própria, nunca é demais recordar de cuidados simples, como evitar a lavagem com o veículo quente ou debaixo do sol.

“O recomendado é lavar o carro regularmente para manter a boa aparência e preservar a pintura, fazendo uso de uma esponja de espuma e secar com pano de microfibra. Evite também o uso de qualquer produto que contenha químicos fora dos padrões, ou seja, aqueles que não são neutros. Dê preferência a xampu, detergentes ou sabão neutro”, diz o coordenador do Cesvi.

Uma cerinha de vez em quando também vai bem. “O período é difícil determinar, pois depende da quantidade de exposição à chuva e tipo de cera utilizada anteriormente. O recomendável é encerar quando perceber que a pintura não apresenta uma superfície lisa, que tende a expulsar as gotículas de água”, explica Burin.


Limpo até demais

Enquanto uns se preocupam de menos com a limpeza, outros chegam a exagerar na dose. É o caso do engenheiro aposentado Arnaldo Moreira Filho, que aprendeu com o pai a lavar e a ser cuidadoso com o veículo.

“Um dos dois lava-rápidos que utilizo hoje, eu comecei a frequentar por causa dele. São mais de 15 anos lavando no mesmo lugar.”

Apesar da confiança de longa data, Moreira mantém alguns hábitos. “Sempre fico por perto durante a lavagem e participo do processo. Eles lavam e eu enxugo, dou uma batidinha nos tapetes para tirar o pó… sou daqueles clientes ‘chatos’”, brinca.

Outro costume é lavar no meio de semana. Terça ou quarta-feira de manhã são ótimos dias, pois o lava-rápido geralmente está mais vazio e os lavadores, mais atenciosos. “De sexta a domingo, todo mundo quer ter o carro limpo e pelo excesso de clientes o serviço tende a sair com falhas.”

Ao contrário de Sandro Costa, que leva seu veículo para lavar uma vez por mês e olhe lá, Moreira tem uma periodicidade menor. “Lavo quase toda semana no posto e, mensalmente, vou a um outro local de confiança para uma limpeza mais profunda. Como uso o carro muito pouco, faço só um polimento por ano.”

Para quem acha um exagero no zelo com o automóvel, o aposentado garante que já foi pior. “Aos 18 anos, meu Fusquinha 1959 ficava até sem os frisos na hora de encerar e as rodas cromadas sempre estavam brilhantes. Era solteiro, por isso ficava o sábado inteiro cuidando dele.” Comparando Costa com Moreira, em qual dos dois perfis você se encaixa?
 

Vai ao Lava-Rápido?

- Chegue cedo;

- Uma cerinha vai bem;

- Esteja por perto;

- Lavagem a seco;

- Automático não!;

- Os riscos do querosene;

- Motor;

- Ordem certa.

 

Confira a dica completa apresentada pela Revista Quatro Rodas.

Fonte: Quatro Rodas

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