São Paulo, 09 de Setembro de 2010

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Alto risco: som na medida certa

Especialistas falam sobre hábito de dirigir com volume do rádio nas alturas

Sair do trabalho e enfrentar horas de congestionamento. Carro parado, uma fila que só aumenta...O motorista procura passar o tempo ouvindo música. Começa a cantar, acompanha o ritmo batendo as mãos levemente no volante e decide aumentar o volume. A canção parece tomar conta do ambiente e, de repente, todo o restante é esquecido. A concentração está agora na melodia e não mais no trânsito.
Essa atitude cotidiana pode causar danos à saúde do motorista e à segurança viária. “Nós já temos contato com muita informação nas ruas e, o som alto só agrava essa situação”, afirma Salomão Rabinovich, psicólogo e diretor do Centro de Psicologia Aplicada ao Trânsito (CEPAT).

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) a frequência sonora superior a 55 decibéis (dB) é considerada nociva aos seres humanos. Uma conversa convencional alcança em torno de 30 dB, mas o trânsito das grandes cidades pode registrar cerca de 120 dB. “Para níveis acima de 65 dB, começa o estresse gradativo, causando fadiga, irritabilidade, perturbação do sono, falta de concentração, o que prejudica a saúde e o bom desempenho das atividades diárias”, diz Teresa Maria Momensohn Santos, diretora pedagógica do Instituto de Estudos Avançados da Audição (IEAA).

Além de prejudicial ao organismo, o som muito alto também é contra as leis de trânsito. Em 2006, o Contran determinou que os carros que estiverem equipados com aparelhos que emitam sons acima dos volumes estipulados receberão multa grave e cinco pontos na carteira.

A legislação não é tudo para Rabinovich. “Precisamos ter noções de cidadania. Devemos ter respeito com os outros e conosco na hora de dirigir”, afirma.

Nem os técnicos de aparelhos automotivos recomendam ouvir música no último volume. “Essa frequência não é indicada. O som perde a qualidade e pode ficar distorcido”, declara André Bezerra, técnico da SP Som. Esse é um problema Rafael Toledo conhece bem. O gerente de recursos já gastou R$ 18 mil com os equipamentos sonoros e mesmo assim não consegue deixar a música muito alta. “A regulagem do alto-falante está em menos sete, senão eu não consigo ouvir, fica alto demais. Às vezes quando eu entro no prédio com o som ligado dispara todos os alarmes dos carros”, diz ao lado do seu companheiro de 109,7 dB.

O que toca no seu carro?
A preferência musical está declarada entre os veículos que carregam um som mais equipado. Nas primeiras posições aparecem as músicas com uma batida forte que exibem toda a potência do som automotivo. Veja o top 5 dos carros tunados.

1 – Eletrônica
2 – Black Music
3 – Rock Internacional
4 – Rock Nacional
5 – Dance

O tamanho do barulho
Estamos expostos há uma grande quantidade de ruídos diariamente. Mas qual será o nível que eles podem atingir? Abaixo seguem alguns dos elementos mais barulhentos das ruas.

Motocicleta – 90 dB
Sirene de ambulância – 90 dB
Sirene do caminhão de bombeiros – 98 dB
Caminhão – 100 dB
Buzina – 110 dB
Sirene do carro de polícia – 115 dB
Alarme do carro – 120 dB

Fonte: Revista Auto Esporte

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