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Chevrolet Monza, o clássico dos anos 1980

Foto: Júlio Cesar

02.mai.2013

Chevrolet Monza, o clássico dos anos 1980

Categoria: Notícias

Nascido do projeto “J”, o carro mundial da GM tinha concepção moderna para a época, onde a marca aplicava novos conceitos de design e mecânica. Lançado quase que simultaneamente na Europa, EUA e outros mercados, no Brasil ele seria o novo médio da Chevrolet. Apesar do título de carro global, o modelo sofria diversas alterações para se adaptar a cada mercado em que era lançado, inclusive por aqui.

O Monza foi lançado no Brasil em março de 1982. Primeiro na versão hatchback de três portas, nas configurações básica e SL/E com motor 1.6 a gasolina de 73 cv ou etanol de 72 cv. Era moderno frente aos concorrentes (Ford Corcel II e VW Passat) e elevava o nível de acabamento da categoria, sem falar nos conceitos mecânicos como motor transversal (inédito em um Chevrolet nacional) e o bom coeficiente aerodinâmico (Cx), de 0,39. Como esperado num projeto mundial, ele se aproveitava de tecnologias de diversas subsidiárias da GM: câmbio da japonesa Isuzu, braço da suspensão dianteira da australiana Holden e eixo traseiro da alemã Opel.

Por dentro, o visual era moderno, com o exclusivo painel côncavo. Mas era pobre em instrumentação, e ainda havia o problema da simplicidade de acabamento na versão básica. No inicio, a versão 1.6 não apresentava um desempenho à altura do novo carro, sem contar o uso de um câmbio de quatro marchas. Pesando 1.030 kg, ele acelerava de 0 a 100 km/h em torno de 16 segundos e alcançava máxima de 150 km/h. Os números estavam dentro da média, mas um carro tão moderno deveria ser melhor.

No fim de 1985, o Monza ganhava a única versão esportiva de sua história. Chamada de S/R, ela chegava com o motor de 1.8 e algumas modificações como carburador de corpo duplo, comando de válvulas mais bravo, novo coletor e escapamento de menor restrição. Além disso, o câmbio tinha relações mais curtas

O novíssimo e moderno Vectra B, lançado no inicio de 1996, matava a versão GLS do Monza, restando apenas a GL. Mas isso duraria poucos meses, e o Monza teria sua produção encerrada com 857.000 unidades produzidas no Brasil após 14 anos de seu lançamento. O Monza representou uma mudança de conceitos na Opel, com a adoção de motor transversal e tração dianteira, sendo pioneiro e servindo de influência para os carros que foram lançados depois, a exemplo do Vectra, Astra e Corsa. Campeão de vendas e simbolo de status no Brasil dos anos 1980, ele deixou uma verdadeira legião de fãs.

Fonte: Carplace

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